Como detectar o momento certo para adotar a Computação em Nuvem?

18 de Abril de 2013 Por SAP Blogs 0

Por Luis Ponce, Cloud Sales Manager SAP México, Centro América e SSSA

A Computação em Nuvem é uma tendência em expansão na América Latina. Muitas empresas já optaram por mudar seus processos à nuvem para aproveitar as vantagens que esta tecnologia oferece, mas ainda existem dúvidas sobre qual é o momento indicado para adotá-la.

Não há uma metodologia única para avaliar o quanto as empresas estão amadurecidas para levar sua plataforma até a nuvem, isso depende das necessidades do cliente.

Algumas das razões mais comuns para avaliar as soluções em nuvem são:

a) Falta de orçamento para crescer na sua plataforma atual ou para por em prática novos projetos em suas áreas de negócio.

b) Necessidade de tornar mais efetivo e rápido seu processo de Onboarding.

c) Necessidade de automatizar os processos de negócio para todo o pessoal.

Mas antes de empreender rumo à nuvem, os CIO e COO costumam se fazer algumas perguntas. Aqui, a resposta para cada uma delas para que você conheça as tendências da Nuvem para 2013-2016 e saiba tudo o que deve fazer antes de entrar na nuvem.

Computação em Nuvem
1. Qual é o ROI da nuvem em cifras reais?
O ROI (ou retorno sobre investimento) de qualquer tipo de investimento na nuvem não se pode generalizar nem obter a partir de um cálculo padrão, já que depende do projeto e das aplicações. Entretanto, podemos aplicar um cálculo personalizado incluindo fatores como custo de oportunidade. O que está claro é que a Computação em Nuvem oferece mais agilidade e velocidade.

A regra de ouro clássica da maioria dos Diretores de Sistemas é a alocação de investimentos. Geralmente se investe 70-80% na manutenção da infraestrutura atual e 20-30% nos novos serviços. A adoção de serviços na nuvem permite mudar essa porcentagem a 50-50 ou melhor. Por outro lado, o SaaS ( ou Software como Serviço) e as opções na nuvem pública reduzem a necessidade de grandes investimentos no desenvolvimento de concorrências internas, já que contratar serviços na nuvem permite obter todas as capacidades padrões e se focalizar em acrescentar valor. Segundo o projeto, existe além disso a opção de comprar equipamentos para uma nuvem privada, ainda que possa precisar de um maior investimento.

2. Por que dizemos que o Cloud Computing é o combustível dos empreendedores?

Devido a sua característica inerente de escalabilidade, a Computação em Nuvem reduz a barreira de entrada para novas empresas fazendo que o investimento em tecnologia seja relativamente baixa. Isso permite que uma empresa comece sua caminhada com a mesma tecnologia com a que irá crescer.

3. Que setores serão líderes de tendência na nuvem em 2013?

Os setores não marcarão tendência, isso será feito pelas aplicações, mas sim, se dará por setores. Alguns são early adopters por ter muitas aplicações web com mais probabilidades de passar à nuvem ( ainda que não passem todas ). Por isso podemos deduzir que a entrada na nuvem não é questão de setores, mas sim mais gerencial. Isso nos leva também a ver diferentes consumidores para diferentes dimensões de Cloud Computing. As grandes empresas tendem a avançar até um híbrido com nuvem privada, mas suprindo as necessidades de capacidade extra com Commodities Apps na nuvem pública.

4. Devemos adquirir as melhores práticas de Computação em Nuvem?
Deve-se prestar atenção nas vantagens competitivas de estar na nuvem. Aprender da Computação em Nuvem e desenvolver concorrências que nos permitam ganhar vantagem com a nova tecnologia será a chave, assim como selecionar as aplicações que favorecem o rendimento, implementadas como SaaS, IaaS ( ou infraestrutura como serviço) e PaaS ( ou plataforma como serviço). Também é preciso ter em conta os novos conceitos nas políticas de proteção de dados e na nova normativa de segurança, junto com a própria arquitetura de TI para estabelecer processos sólidos que completem o ciclo.

5. Se migrar à nuvem, é preciso preocupar-se com a privacidade dos dados?
Em muitos apectos a nuvem é mais segura que os sistemas tradicionais. Os fornecedores de Cloud como SAP, colocamos muito mais ênfase na segurança que a maioria das médias e grandes companhias.

No caso de SaaS, só necessitamos conhecer os níveis e políticas de segurança, por exemplo, se cumprem com os padrões internacionais como ISO 27001, SAS 70 Type II, TüV, assim como os padrões de segurança em availability, backup & disaster recovery.

Agora, se é sobre IaaS, somente se obtém segurança da infraestrutura, quer dizer, a segurança da capa das aplicações corresponde ao consumidor da nuvem. IaaS e PaaS proporcionam uma base de segurança, e é uma base excelente. O outro aspecto da privacidade é a soberania dos dados. Cada país tem seus próprios regulamentos de privacidade de dados como, por exemplo, onde se armazena a informação. É o consumidor da nuvem quem deve trabalhar em torno destes regulamentos.

Vale lembrar que o Cloud Computing é a terceira geração de tecnologia informática. Mainframes e micro-computadores foram a primeira, a arquitetura cliente-servidor foi a segunda, e o último ponto de inflexão é a forma em que se compram e se utilizam as tecnologias da informação.

A nuvem representa uma mudança revolucionária na forma de pensar os negócios e traz consigo um leque de oportunidades para o mundo da inovação empresarial. Aquelas companhias que se entusiasmam com a mudança ficarão a um passo à frente dos demais.

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