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A TI atual: o que os candidatos precisam saber

5 de Junho de 2015 Por Andreas Schmitz 0

A Michael Page, empresa de recrutamento especializado, é responsável atualmente pelo preenchimento de uma em cada cinco vagas de TI nas áreas de Big Data, nuvem e Internet das Coisas. Conheça as competências solicitadas.

Cientista de Big Data, analista da nuvem, arquiteto de serviços de nuvem da Internet das Coisas, gerente de sistemas incorporados: essas são apenas algumas das descrições de cargo que atualmente estão em alta no mercado da “nova TI”. Atualmente, a plataforma de agenciamento Stepstone.de disponibilizou, em uma semana, mais de 1.000 novas vagas nas áreas de Nuvem, Big Data e Internet das Coisas. No entanto, é cada vez mais difícil saber que descrição de cargo se enquadra em que histórico de formação.

Cientista de Big Data, Arquiteto de serviços de nuvem da Internet das Coisas, Analista da nuvem: os cargos devem soar como algo importante

“As empresas buscam cargos que soem sexy”, afirma Michael Wulf, especialista em agenciamento de colaboradores especializados e diretores da área de TI na Michael Page, empresa de recrutamento especializado com alcance global: “Quanto menos uma empresa for ‘sexy’ por si só, melhor deve soar o nome do cargo.” Quem anteriormente era simplesmente conhecido como gerente de BI hoje deve ter também um Big Data em algum lugar de seu cargo. Se as 900.000 vagas no setor de ITC na Europa realmente não forem preenchidas no ano de 2020, como prevê a comissão da UE, então dependerá principalmente de parecer moderno.

“As empresas devem se adaptar a isso no contato com potenciais candidatos”, aconselha também Bernd Böckenhoff. “Nesse sentido, o Facebook e o LinkedIn fornecem novas palavras-chave, que logo se tornam um novo nome de cargo”. Para o diretor da iniciativa Academy Cube, há muito mais por trás desse desenvolvimento. “Algumas tecnologias ganham nesse momento uma relevância inédita”, afirma Böckenhoff, que em seguida cita cinco áreas.

As cinco áreas promissoras

  1. Big Data:

Procedimentos inteligentes ajudam as empresas a obterem conhecimento sobre grandes quantidades de dados mais rápido e com mais abrangência do que nunca. O desafio está em agregar valor aos departamentos especializados que também criam estratégias de vendas de dados internamente. Novos modelos de negócios tornam-se possíveis.

  1. Computação de nuvem:

As empresas geralmente utilizam uma combinação de sistemas com instalação fixa (“no local”) e aplicativos na nuvem. O desafio para as empresas está em desenvolver sua arquitetura e empregar novas tecnologias de modo que os processos continuem a funcionar sem empecilhos.

  1. Conexão de rede e segurança:

Dispositivos conectados em rede por meio da Internet podem ser não apenas controlados, como também manipulados remotamente. Como e quando faz sentido conectar a TI e os dispositivos em rede? Onde devem ser adotadas medidas de proteção especiais? Quais tecnologias de transmissão são relevantes?

  1. Aplicativos móveis:

Dispositivos móveis exigem novos processos, que nada tem a ver com aqueles de um PC. Desenvolver aplicativos híbridos, integrar novos serviços, definir padrões abertos: os serviços móveis exigem cada vez mais – e desenvolvem-se dinamicamente.

  1. Internet das Coisas:

Até os dias de hoje, a conexão entre máquinas e TI foi importante principalmente na produção. Assim, é possível prever, por meio de dados de monitoramento, o tempo de operação das máquinas. A consequência: não são vendidas as máquinas em si, mas sim seu tempo de operação. Cada vez mais empresas estão obtendo lucro devido a esse desenvolvimento.

Uma em cinco das cerca de 600 vagas de TI preenchidas nos últimos cinco anos pela Michael Page era proveniente dessas áreas atuais. Porém elas não se distinguem apenas na concepção e na mentalidade dos métodos da TI tradicional.

As três competências especialmente solicitadas

  1. Pensar além dos objetivos técnicos: se, por um lado, os candidatos devem dispor de competências técnicas, entender como os dados são utilizados pelos monitores e como as estruturas de nuvem são programadas, por outro eles também devem entender como funciona o mundo das implementações no local. Assim, as chamadas soft skills, ou competências pessoais, tornam-se cada vez mais importantes. Como afirma Böckenhoff, do Academy Cube, soft skills são “a capacidade de compreender as expectativas dos departamentos especializados e dos usuários de aplicativos e, junto a eles, encontrar soluções criativas”.
  2. Autodidatismo: se alguém precisa de informações sobre um novo software ou busca formação complementar, deve pesquisar as opções adequadas por si mesmo na Internet. Massive Open Online Courses (MOOCs, cursos on-line abertos e massivos) oferecem a possibilidade de aprender on-line sobre novas tecnologias de modo rápido e descomplicado. A plataforma openSAP oferece gratuitamente os cursos apropriados. A iniciativa Academy Cube planeja, até 2017, oferecer 2.000 cursos de e-learning por meio de sua plataforma – um mercado em expansão. Um requisito essencial para os futuros candidatos será possuir a competência de dominar e utilizar rapidamente novos softwares e funcionalidades.
  3. Curso de ciências em vez de programa de trainee: do ponto de vista de Michael Wulf, da empresa de recrutamento Michael Page, os candidatos que se ocupam da computação de nuvem precisam ter um conhecimento mais abstrato. “De Software as a Service a Platform as a Service, é necessário não apenas entender os códigos, como também o serviço como um todo em sua função”, afirma Wulf, que vê mais matemáticos e engenheiros de computação nas futuras funções de TI – e menos técnicos com competências administrativas. Embora programas de trainee na área de TI não estejam descartados, as chances dos candidatos concentram-se principalmente em áreas como Experiência do usuário, Front-end e Engenharia de requisitos. Conhecimentos em engenharia sobressaem-se especialmente na área de Internet das Coisas, uma vez que aqui a interface entre máquina e TI é o ponto intermediário. “Mesmo o bom e velho diploma serve aqui como um diferencial”, reconhece Wulf, da Michael Page.

Imagem: Michael Wulf, da Michael Page, sobre a Internet das Coisas: “A mudança já está acontecendo.”

De resto, Wulf atribui à área de Internet das Coisas as maiores chances de futuro e de crescimento: “A Internet das Coisas não apenas está em alta, como a mudança já está acontecendo, e nós percebemos isso.”

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Fonte da imagem: Shutterstock

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