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Internet das Coisas: conectada na transformação digital

27 de Outubro de 2015 Por SAP Notícias Brasil 4

Sensores baratos e inteligentes e processamento rápido de dados: assim estão estruturadas as condições para gerar inovações baseadas na Internet das Coisas

Não muito tempo atrás, o CIO de uma empresa se preocupava em consolidar e padronizar sua TI a fim de conseguir mais eficiência e melhorar processos. Porém, no futuro ele terá mais um objetivo importante: tornar inovações possíveis com a Internet das Coisas e, assim, promover o desenvolvimento da transformação digital. “Isso vai ser preciso para se distinguir dos concorrentes”, afirma Joseph Houben.27

Um ERP bem estruturado é pré-requisito para a estratégia de digitalização

“Para isso, em primeiro lugar, o ambiente de ERP deve ser o mais atual possível. Idealmente, ele deve dar suporte aos processos padronizados da empresa”, menciona o vice-presidente do Customer & Strategy Office da SAP como um pré-requisito fundamental para o funcionamento da Internet das Coisas. As empresas que têm diversos sistemas ERP implementados de maneiras diferentes empregam um “esforço maior com interfaces”, explica Houben. Isso acontece porque a interligação de dados do sensor com os dados empresariais é onde se concentra o poder especial da Internet das Coisas.

Conforme previsões de analistas, 50 bilhões de sensores chegarão ao mercado até o ano de 2020. “Desde roupas, celulares, relógios, fábricas e até moinhos de vento, não haverá praticamente mais nenhuma tecnologia que não será equipada com sensores”, diz o engenheiro elétrico, que trabalhou durante anos na TI do Deutsche Bank e do escritório do CIO da SAP, entre outros, e que agora consegue fazer uma ponte entre as duas áreas pela primeira vez.

O princípio da Internet das Coisas

O princípio da Internet das Coisas é muito simples: um sensor anuncia seus dados de medição e os transmite para um middleware, que escreve um protocolo padrão a partir das informações. Como os dados de medição podem vir de diversos aparelhos, geralmente eles são transferidos juntos para uma plataforma em nuvem que coleta, processa e analisa os dados. O objetivo da integração de sensores é obter novos conhecimentos sobre certos procedimentos. Da mesma maneira, pode ser importante criar uma conexão direta com o ERP, “que gera ações a partir das informações”, explica Houben. Por exemplo, se um componente estiver perto do final de sua vida útil, um “fluxo de trabalho” fará com que não apenas o funcionário do serviço seja informado, mas também que ao mesmo tempo a peça de substituição adequada seja encomendada. Sem a conexão com o ERP central da empresa, isso seria impossível.

Numa situação ideal, a plataforma em nuvem já apresenta funcionalidades básicas, como análises de previsão, informações sobre o local, interfaces para protocolos de dados para a Internet das Coisas e processamento rápido de dados em massa, como por exemplo o SAP HANA Cloud Platform para a Internet das Coisas da SAP. Análises de Big Data, serviços padrão para a Internet das Coisas , além de ferramentas de visualização: a plataforma em nuvem é a plataforma de desenvolvimento onde as empresas podem criar ferramentas próprias com funções individuais que ainda atendem aos requisitos atuais da experiência do usuário (por meio do SAP Fiori).

Os exemplos a seguir mostram como podem ser simples as ideias tornadas possíveis pela Internet das Coisas e que agregam valor aos negócios:

  • Cervejarias: a empresa de startup israelense Weissbeerger usa sensores nas torneiras de colunas de cerveja. As faixas de medição registram a quantidade de cerveja consumida em um restaurante. Assim que as reservas de cerveja se aproximam do fim, a cervejaria recebe uma informação e pode iniciar um novo fornecimento.
  • Indústria automobilística: sensores medem o estado geral de automóveis na BMW e na VW. Caso parâmetros específicos fiquem fora do normal, o serviço de assistência da montadora recebe uma informação e um funcionário liga para o proprietário do veículo, a fim de agendar uma visita.
  • Artigos domésticos: a fabricante WMF equipou suas máquinas de café com sensores. A WMF analisa códigos de erros na nuvem e informa o serviço de assistência automaticamente. No futuro pode-se pensar em uma análise de previsão das vibrações do triturador. A vantagem: o serviço de assistência pode ser ativado antes que peças se quebrem.

Transformação digital: o que já mudou na TI

Os últimos anos mostraram como os serviços na nuvem mudaram as tarefas da TI nas empresas: “Há cinco anos, a TI tratava de sistemas de ERP e de produção, redes e PCs”, recorda o especialista da SAP, Houben. “Então chegaram as soluções em nuvem, que eram rápidas e econômicas e que os departamentos queriam a qualquer custo”. Desde então, muitas empresas adquiriram diversas soluções em nuvem que, no entanto, são isoladas e raramente funcionam de ponta a ponta. Para o futuro, e principalmente em relação à Internet das Coisas, Houben acredita que uma integração completa das aplicações em nuvem será cada vez mais importante, não importa de qual fabricante elas venham. O SAP HANA Cloud Integration oferece algo similar.

Para Houben, o maior atrativo da Internet das Coisas é que na verdade qualquer pessoa pode criar sua própria versão dela, seja como startup com a plataforma em nuvem da SAP ou com a “técnica Lego” da era da Internet das Coisas, o Raspberry Pi. Esta placa de desenvolvimento, que tem o tamanho de um punho, pode ser comprada por 35 euros e é uma forma de criação para a própria Internet das Coisas. “Ela é muito popular, especialmente entre pessoas de 16 a 30 anos de idade”, diz Houben, que também está pensando sobre quais aplicações ele pode criar para a sua próxima viagem de barco.

Qual é o futuro disso? “Provavelmente”, diz Houben, “logo máquinas vão criar máquinas”. Será que ele aprova isso? Houben espera que exista um humano neste processo, principalmente por motivos de segurança, mas uma coisa está clara: “A Internet das Coisas tem o potencial para a Quarta Revolução Industrial”.

Outras informações:

Descubra mais sobre a liderança em tempos de transformação digital no curso gratuito da openSAP com o Prof. Helmut Krcmar, da TU München (Universidade Técnica de Munique). 

Como o SAP S/4HANA pode contribuir para a transformação digital.

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