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O que aprendemos com a Playboy sobre disruptura digital

10 de Novembro de 2015 Por Ivy Leça 144

A Playboy surpreendeu o mercado editorial ao anunciar recentemente que deixará de publicar fotos de nu feminino. O que faria uma marca tão icônica desistir de seu atrativo mais rentável? É o poder da disruptura digital.

Segundo os executivos da revista, o novo posicionamento da publicação se deve ao fato de que as fotos perderam relevância com a popularização da internet. E a Playboy não é a única que está tendo que se moldar aos novos negócios da era digital. A transformação digital é essencial não apenas para uma empresa, mas para mercados inteiros.

Redes hoteleiras estão investindo na tecnologia para obter mais check-ins do que o Airbnb. Taxistas tiveram que redesenhar seu modelo de negócios para entregar um serviço tão bom quanto o Uber. As redes de TV paga estão cada vez mais trabalhando com dados para criar uma experiência do cliente mais satisfatória e pessoal que a Netflix. E o que dizer do futuro do setor logístico, com os carros autodirigíveis e a impressão 3D doméstica?

É fácil entender por que o termo “disrupção” assusta a maioria dos líderes de negócios. Todos temos receio de mudanças inesperadas, e a disrupção é extremamente difícil de ser prevista. Por esse motivo as empresas precisam estar preparadas. Confira alguns pontos chave para sobreviver à disrupção e iniciar a transformação digital do seu negócio:

Procure entender como a disruptura digital impacta o seu negócio

Uma ruptura pode afetar apenas uma parte do processo ou todo o modelo de negócios. Por isso, é importante identificar os pontos afetados na cadeia de valor.

Lidere a inovação e a transformação

Para manter um negócio no caminho da transformação digital é preciso assumir a liderança e conduzir processos inovadores que trarão vantagem competitiva para a empresa.

Identifique, conheça e aprenda com a concorrência

Identificar possíveis concorrentes torna-se cada vez mais difícil, uma vez que a concorrência pode surgir de qualquer lugar. Tecnologias disruptivas permitem, por exemplo, que uma empresa de smartphones desenvolva softwares de pagamento móvel. Nesse cenário é preciso analisar melhor as possibilidades e fazer um reconhecimento do que a concorrência pode oferecer.

Ganhe velocidade para trabalhar com agilidade em tempo real

Para lidar com a disrupção é preciso agir mais do que rápido, é preciso agir preditivamente. A coleta e análise de dados permite obter algumas percepções do futuro e insights para antecipar estratégias.

Adote uma cultura disruptiva

O passo mais difícil não é adotar a tecnologia, mas mudar a mentalidade conservadora. Com uma cultura engessada, as empresas e a força de trabalho tendem a ficar estagnadas. É preciso promover e incentivar rupturas internas, mesmo que em pequena escala.

Obtenha a visão da sua nova força de trabalho

Novos colaboradores trazem uma visão diferente sobre o negócio. Essas percepções podem ser valiosas para identificar pontos de mudança no ciclo de negócios. Pergunte aos novos membros o que eles mudariam dentro da empresa e depois se acreditam que a liderança é capaz e ágil o suficiente para realizar essas mudanças.

Finalmente, pense como um disruptor!

Se sua empresa estivesse começando hoje no mercado, o que faria para se destacar? Como chamaria a atenção para o que você faz de melhor? Pense como uma starup. Analise segmentos verticais, explore as possibilidades das novas tecnologias, redesenhe seu modelo de negócios. Pense diferente!

Não existem mudanças positivas ou negativas, o que existem são os resultados de como lidamos com essas mudanças. Sua empresa pode escolher sofrer os impactos da disruptura digital ou então ser uma disruptora. De que lado você está?

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