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Como os ribeirinhos do Brasil podem salvar a Amazônia

Dezembro 18, 2015 Por SAP Notícias Brasil 15

A Fundação Amazonas Sustentável ajuda a criar comunidades sustentáveis para vigiar a floresta. As soluções de visualização de dados da SAP ajudam a melhorar a gestão de programas

A selva amazônica é diferenciada por superlativos. Abrangendo 6,7 milhões de quilômetros, a Amazônia possui a maior e mais diversificado solo da Terra e é o lar de mais de um terço de todas as espécies vivas conhecidas no mundo. Infelizmente, os superlativos também se aplicam ao impacto do desmatamento. Quase 20 por cento da Amazônia desapareceu nos últimos 50 anos, como resultado da pecuária, extração de madeira e mineração agressivas.

Como tem sido bem documentado, as florestas tropicais desempenham um papel fundamental na redução do aquecimento global, captando e armazenando dióxido de carbono produzido por combustíveis fósseis e devolvendo oxigênio. Atualmente, estima-se que 20 por cento do oxigênio global é produzido pela floresta amazônica. No entanto, um estudo recente mostrou que quase 60 por cento de todas as espécies de árvores da Amazônia sofrem risco de extinção.

Ribeirinhos, os guardiões da Amazônia

Mas salvar a Amazônia não é apenas proteger suas árvores. Os ribeirinhos habitam as áreas rurais da Amazônia. Ativistas preocupados com a preservação da Amazônia acreditam que essa comunidade tem um papel essencial na proteção da floresta.

“Quando você não tem outra alternativa, faz o que é necessário para cuidar da família. No passado, isso significava cortar árvores, para que pudéssemos proporcionar uma vida melhor aos nossos filhos”, diz Roberto Brito, ex-lenhador que vive em uma comunidade localizada na bacia do Rio Negro.

Agora, existem alternativas. Roberto e outros líderes comunitários trabalham com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), uma organização sem fins lucrativos, dedicada à preservação da floresta através do apoio às comunidades que vivem lá. Para isso, a Fundação promove um caminho ambientalmente amigável para o desenvolvimento econômico, apoiando setores como o ecoturismo, artesanato, gestão sustentável de madeira e extração da castanha.

Além de criar oportunidades econômicas para os ribeirinhos, a FAS desenvolve programas educativos que ensinam a comunidade sobre a importância de manter a floresta e como protegê-la. Por exemplo, workshops ensinam os ribeirinhos como alertar as autoridades se virem exploração ou derrubada de madeira não autorizada para pastagens de gado.

A visualização de dados mostra o caminho a seguir

Mas a FAS tem seus desafios. “Um desafio comum enfrentado pelas organizações sem fins lucrativos é a eficiência cada vez maior em um cenário de recursos limitados”, explica Virgílio Viana, presidente da FAS. “Queremos construir um mundo melhor, e precisamos ter certeza de que estamos aproveitando ao máximo o que temos.”

A SAP fornece tecnologia à FAS que os ajuda a ter uma visão melhor de seus recursos, para que possam ser mais eficazes em seus esforços de conservação. A primeira fase da parceria envolveu a doação do SAP Lumira, um software que consolida dados de várias fontes e fornece uma representação visual das informações, para que sejam fáceis de entender.

Anteriormente, a FAS acompanhava seus workshops educativos em papel e planilhas Excel. A organização usava essas informações para ver quais vilarejos tinham sido visitados, e determinar onde precisava concentrar seus esforços. O Lumira reúne esses dados em um painel interativo. Agora, Virgílio e outros na FAS podem compreender facilmente o quanto o alcance educacional tem sido eficaz e identificar onde precisam trabalhar mais.

“Qualquer um pode usar o SAP Lumira, é uma ferramenta muito intuitiva. Com, praticamente, nenhum treinamento, a tecnologia está nos ajudando a identificar onde concentrar os recursos e onde eles serão mais eficientes”, disse Virgílio.

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