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10 segredos de mulheres de negócios para CEOs

29 de Dezembro de 2015 Por Ivy Leça 137

Atualmente, a participação das mulheres como proprietárias de empresas nos Estados Unidos é uma crescente. No entanto, em comparação com os homens de negócios, elas tendem a ter empresas menores, que geram menos receitas e empregam menos pessoas.

Três mulheres líderes de negócios: Jane Wesman, fundadora da Jane Wesman Public Relations; Sandi Webster, da Consultants 2 Go; e Nina Kaufman, da Entrepreneur.com Legal Expert, reuniram-se em um painel dedicado à discussão sobre os principais fatores que impedem as mulheres de obter maior sucesso como empresárias.

Foi unanime a afirmação de que a questão não está ligada ao gênero em si, mas sim a alguns aspectos psicológicos, como falta de modelos visíveis e estereótipos de gênero, que podem dissuadir e influenciar as mulheres em seu caminho para o sucesso. As palestrantes concluíram que o maior obstáculo era interno: o medo. Medos internalizados impactam de muitas maneiras a carreira de uma mulher.

Com base nessa discussão, o painel definiu 10 conselhos importantes para ajudar as mulheres no seu caminho para o sucesso. Confira:

“O caminho para o sucesso não é uma viagem solitária”

Para Jane Wesman construir uma rede forte, incluindo um time e um conselho consultivo, é essencial. Contar com um advogado e um contador, dois dos profissionais mais importantes na sua rede, é importante para obter orientação na criação de sua estrutura de negócios e contratos e para evitar armadilhas.

“O tempo passa rapidamente e você pode acabar em um lugar onde não esperava”

Nina Kaufman acredita que é preciso pensar no futuro para definir que caminho seguir. Estima-se que 40% das mulheres empresárias são chefes de família, e isso pode significar que erros financeiros e de tomada de decisão podem impactar seriamente as finanças de suas famílias e dos negócios. Você pode até mudar de objetivo no meio do caminho, mas é importante saber pelo que está trabalhando.

“Você realmente precisa ser capaz de descrever o que seu negócio é de forma muito concreta e concisa e, em seguida, começar a compartilhar esta informação com outras pessoas”

Para Wesman é essencial definir sobre o que é o seu negócio e quais são seus objetivos.

“Escolha uma ideia, se apaixone por ela, articule e compartilhe com o máximo de pessoas que você puder”

Aconselha Wesman. Trata-se de fazer networking, encontrar consultores para ajudá-la, e testar sua ideia para se certificar de que ela vai funcionar.

“Mesmo se você começar pelo caminho certo, você será atropelada se ficar sentada lá”

Citando Will Rogers, Kaufmann alertou que o mundo dos negócios não é estático, e seu modelo de negócios também não deve ser. Separe um tempo, pelo menos uma vez por ano para rever o projeto inicial e fazer atualizações.

“Desde o primeiro ano em que comecei minha empresa, tenho sido rentável, porque eu sempre soube o quanto me custou para executar o meu negócio e eu consegui descobrir para onde ir e obter esse dinheiro”

Wesman é enfática: não há problema em falar sobre dinheiro.

“O que as pessoas muitas vezes não percebem é que, sendo um proprietário você tem não só direitos, mas também obrigações”

Kaufman adverte contra o uso de capital próprio como uma ferramenta de troca nas fases iniciais do negócio, principalmente quando, provavelmente, ele não tem muitos recursos.

“Seja capaz de deixar seu negócio por pelo menos duas semanas. Isso realmente destaca o que está acontecendo em um negócio quando um CEO ou uma pessoa chave não está lá por um período de tempo”

Wesman acredita que o CEO precisa ser capaz de deixar seu negócio por pelo menos duas semanas consecutivas sem sua supervisão constante. Além de conseguir ver o que acontece quando ele não está lá, essa pausa pode dar aos funcionários a oportunidade de executar novas ideias de melhorias no negócio.

“Eu encontro com mulheres, elas sabem [números], elas são boas nisso, mas por alguma razão, alguém lhes disse há muito tempo que elas não são boas nisso, e elas ficaram com medo. Eu não amo números, mas eu vivo pelos meus números. Eu apenas faço disso parte do que eu faço”

Webster falou sobre a importância de por de lado os medos e preconceitos sobre finanças e contabilidade e ter tempo para realmente entender os números que sustentam o seu negócio.

“A diferença psicológica é que as mulheres sentem que, de alguma forma, foram informadas de que falar de dinheiro é muito pouco feminino”

Disse Wesman, observando as diferentes abordagens adotadas por homens e mulheres nas empresas.

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