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Por que a impressora 3D de alimentos simplesmente transformou a cadeia de suprimentos

12 de Julho de 2016 Por Ivy Leça 42

Diversos setores estão experimentando a impressão 3D, a qual tem o potencial de revolucionar muitos mercados. Um deles é o de alimentos, que já está fazendo progresso.

O exército norte-americano pretende usar as impressoras 3D para customizar o alimento para cada soldado. A NASA está explorando a impressão 3D de comida no espaço. A tecnologia poderia até mesmo acabar com a fome em todo o mundo.

O que isso tem a ver com a cadeia de suprimentos? Muito — porque a impressão 3D faz mais do que simplesmente revolucionar o processo de produção. Ela também exige um completo realinhamento da cadeia de suprimentos.

E o modo como a impressão 3D transforma a cadeia de suprimentos contém lições de como as organizações devem se reinventar na nova era da cadeia de suprimentos estendida.

Adicionando espaguete à cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimentos estendida substitui a antiga cadeia linear não só por uma rede, mas por uma rede das redes. A necessidade dessa rede de redes está sendo impulsionada por quatro fatores principais: produtos individualizados, a economia do compartilhamento, a escassez de recursos e a centricidade no cliente.

Para compreender essas forças, imagine que você opera uma grande cadeia de restaurantes e está com dificuldades para se diferenciar da forte concorrência. A sua ideia para que possa se destacar é oferecer entradas customizadas. Na verdade, você vai utilizar a impressão 3D para oferecer uma massa personalizada.

Com essa tecnologia, é possível fazer pratos únicos de massa na hora. É possível proporcionar aos clientes a escolha dos ingredientes (sem glúten!), dos sabores (caramelo salgado!) e dos formatos (Torres de Pisa inclinadas!). A massa personalizada pode ser oferecida em seus restaurantes, em supermercados e em seu site de e-commerce.

Você pode pensar que essa iniciativa exige apenas a transformação da produção. Mas esse é só o começo. Também é necessário reestruturar a pesquisa e o desenvolvimento, os sinais da demanda, a gestão dos ativos, a logística, a gestão de parceiros, entre outras questões.

Antes de mais nada, é necessário desenvolver a matriz de ingredientes, sabores e formatos que serão oferecidos. Como parte dessa iniciativa, será preciso considerar os regulamentos de saúde e segurança.

Em seguida, será necessário modificar algumas de suas fabricações diretamente nas cozinhas. Isso também afetará os requisitos de embalagem. A logística também mudará, pois, em vez de caminhões cheios de cargas, a entrega será feita com mais frequência, com mais variedade e em quantidades menores.

Depois, deve-se aperfeiçoar os sinais de demanda para antecipar quais as variações de massa e em quais quantidades chegarão através de quais canais. Gerenciar a fonte de sinais de suprimento será necessário para obter matérias-primas quase em tempo real.

Por fim, a fonte dos seus sinais mudará. Alguns continuarão a vir do ponto de venda. Mas outros, como suprimentos de estoque e manutenção de ativos, poderão vir diretamente de impressoras 3D.

Quatro ingredientes-chave da cadeia de suprimentos estendida

Assim como o nosso cenário das massas, os elementos impulsionadores da cadeia de suprimentos estendida exigem transformação nos modelos e processos de negócios. Em primeiro lugar, o aumento da demanda por produtos individualizados exige as mesmas mudanças em P&D, gestão de ativos, logística, além daquilo que a impressora 3D de massas exige.

Em segundo lugar, assim como as entradas personalizadas, a economia do compartilhamento integra uma rede de parceiros – desde fornecedores e fabricantes de equipamentos até a fabricação terceirizada -, todos eletronicamente interconectados, atuando com transparência, em tempo real e de modo contínuo.

Em terceiro lugar, a escassez de recursos envolve pressão não só sobre as matérias-primas, mas também sobre a mão de obra temporária e de tempo integral, com as competências e a flexibilidade necessárias para dar suporte aos novos modelos e processos de negócios.

E, por fim, para os vendedores de massa personalizada e para o seu próprio negócio, tudo se resume à centricidade no cliente. Para competir no ambiente de negócios atual e atender às expectativas atuais e futuras do cliente, todas as suas operações devem, cada vez mais, girar em torno da rápida compreensão e da resposta à demanda do cliente.

Quer saber mais? Confira meu vídeo recente sobre digitalização da cadeia de suprimentos estendida.

Este artigo foi originalmente publicado por Hans Thalbauer, Senior Vice President, Extended Supply Chain na SAP.

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