“Um novo mandato para TI”: estudo revela potencial das TI como gerador de receitas para as organizações

July 3, 2007 by SAP News 0

Estudo da “The Economist Intelligence Unit” revela que num prazo de três anos o papel das TI nas organizações será o de gerar receitas; 83% dos inquiridos membros dos conselhos de administração acredita que a principal função das TI é possibilitar o aumento das receitas

A relação com os clientes e o desenvolvimento de produtos são as áreas-chave em que as TI capacitarão o crescimento de receitas num futuro próximo

LisboaCerca de 70% dos executivos de topo (quer de negócio quer de tecnologia) acredita que, dentro de três anos, o principal papel das Tecnologias de Informação (TI) nas empresas será o de gerar receitas, enquanto hoje apenas 39% dos inquiridos acredita ser esse o papel da TI na sua organização. Este é um dos resultados revelados pelo relatório “A new mandate for IT” efectuado pela Economist Intelligence Unit, com o patrocínio da SAP, da Capgemini e da Cisco Systems.

Este relatório revela uma divergência entre as expectativas dos gestores de negócio e as dos gestores de tecnologia quanto à concretização do potencial de TI dentro das organizações. Para o primeiro grupo a função primordial da área de TI é a de possibilitar o crescimento das receitas, ao passo que para os responsáveis de TI o fundamental é promover a redução dos custos. Esta lacuna atinge os 13% a nível global, mas na região da Ásia/Pacífico chega aos 22,75%.

Este relatório combina dois estudos: “Great expectations: The changing role of IT in the business”, publicado em Setembro de 2006, onde foram inquiridos 288 executivos, e “Mission accepted: IT as a revenue generator” publicado em Fevereiro de 2007 e onde foram inquiridos cerca de 293 executivos. Em ambas as pesquisas, cerca de 40% dos inquiridos tinham a sua base na Europa, 30% nas Américas e 26% na região Ásia/Pacífico.

O relatório demonstra que os executivos acreditam que a relação com o cliente e o desenvolvimento de novos produtos e serviços serão as áreas-chave em que as TI potenciarão o crescimento de receitas. A maioria dos inquiridos espera que as TI esteja na vanguarda da inovação, facultando ferramentas que facilitem e melhorem a experiência dos clientes. Não menos importante, segundo o relatório, é a capacidade dos departamentos de TI desenvolverem novos produtos e serviços e até criarem novos canais para os produtos existentes.

No entanto, a geração de receitas e a redução de custos não são funções incompatíveis para as TI. De facto, 91% dos executivos inquiridos acredita que as capacidades de TI das suas empresas devem ser repartidas entre o suporte à geração de receita e a redução de custos. Os executivos de TI apostam no “outsourcing” de processos não básicos para a aumento da receita e para a redução de custos. Os CEO apoiam um novo conceito para a oferta de aplicações e serviços, uma arquitectura orientada para os serviços, para a criação de estruturas mais flexíveis.

A crescente ênfase colocada nas iniciativas de melhoria da receita reflecte-se também na maneira como as empresas avaliam o sucesso das TI. Quando questionados sobre os indicadores mais importantes na avaliação do retorno do investimento (ROI) em TI , 21% dos inquiridos defende a contribuição das TI no crescimento da receita da empresa. A agilidade da empresa e a sua capacidade de se adaptar ao ambiente em constante mutação é também uma métrica apontada com frequência. Paralelamente, o indicador sobre a contribuição das TI para a capacidade da organização em controlar ou reduzir custos foi apontada apenas por cerca de 10% dos inquiridos.

Para se tornar num motor capaz de gerar mais inovação e maiores receitas para as organizações, a gestão das TI terá de sofrer algumas mudanças. Para 17% dos inquiridos (26% dos CEOs), dentro de cinco anos, a maioria dos serviços de TI serão realizados por funções de TI descentralizadas nas unidades de negócio. A maioria dos inquiridos acredita também que a estrutura das TI será alterada: alguns serviços serão prestados por um departamento central de TI, outros por parceiros de “outsourcing” e alguns outros serão executados dentro das próprias unidades de negócio. Numa coisa todos são unânimes: o perfil do pessoal de TI mudará, privilegiando-se a contratação de gestores de TI com experiência tanto ao nível do negócio como em TI.

Embora as expectativas entre CEOs e gestores de tecnologia divirjam face à missão das TI na geração de receita, há alguns pontos em que ambos os grupos estão de acordo. É o caso da alocação de membros da equipa de TI em unidades de negócios e a contratação de colaboradores de TI com experiência de negócio. Todos concordam também que os gestores de negócio da empresa devem tornar-se melhor informados em relação ao modo como as TI podem auxiliar na geração de receitas, assim como um maior conhecimento de TI por parte dos executivos de negócio também será útil. Por último, é unânime a crença de que as TI podem focar-se no aumento das receitas sem deixar de cumprir a sua missão tradicional de redução de custos.

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