Accenture e SAP lançam segundo estudo nacional sobre a “Gestão Empresarial em 2007”

April 2, 2008 by SAP News 0

Competitividade das empresas portuguesas depende da sua mudança de mentalidade

  • A competitividade das empresas portuguesas melhorou no mercado interno durante o último ano. 73% dos executivos apontam a mudança de mentalidade empresarial como principal causa;
  • A “globalização e internacionalização” foi o factor mais vezes referido pelos executivos como determinante para a evolução futura dos diversos sectores;
  • Executivos consideram a “investigação e desenvolvimento”, a “qualificação do pessoal” e a “produtividade”, como os aspectos que irão adquirir uma maior importância no futuro das empresas portuguesas.

LisboaPelo segundo ano consecutivo, a Accenture, empresa global de consultoria de gestão, tecnologias de informação e outsourcing, e a SAP, fornecedor líder mundial em aplicações de software empresarial, lançam um estudo que pretende demonstrar as tendências da actividade empresarial em Portugal. “A Gestão Empresarial em 2007” foi encomendado à AESE – Escola de Direcção e Negócios, com o propósito de analisar as opiniões dos executivos das principais empresas portuguesas, sobre o panorama da gestão e competitividade nacional.

Manuel Dias Ferreira da AESE, que, tal como em 2006, foi o coordenador do estudo, realça: “O principal objectivo deste estudo é o de continuar a ser uma ferramenta indispensável para sentir o rumo da gestão das empresas portuguesas, permitindo que este ano possa estabelecer uma comparação entre o ano de 2006 e o de 2007”.

Uma das principais conclusões do relatório é o maior optimismo revelado pelos executivos, que afirmam que a competitividade das empresas portuguesas melhorou no mercado interno durante o último ano. Cerca de 73% dos inquiridos apontam como principal causa para estas alterações positivas, a mudança de mentalidade empresarial. No entanto, ainda há quem considere que a competitividade piorou, sendo apontadas as medidas políticas e económicas como causa.

A nível do mercado externo, este optimismo é ainda mais expressivo, uma vez que mais de metade dos gestores acha que a competitividade melhorou (57%), face a apenas 17% que consideram que esta piorou.

De acordo com Luís Pedro Duarte, responsável da Prática de Estratégia da Accenture Portugal: “É notória a evolução que se regista entre os dados de 2006 e de 2007, o que nos permite prever uma melhoria nas práticas de gestão empresarial em Portugal. Mesmo com as contingências que se têm verificado, os gestores de topo portugueses revelam uma confiança reforçada na competitividade das suas organizações, e mostram-se cada vez mais despertos para a importância da criação de novas competências internas, adaptação a um novo contexto internacional, e necessidade de encarar a competitividade numa óptica sustentável e socialmente responsável”.

Segundo o relatório, os factores mais importantes para o sucesso de uma empresa em 2007 foram a melhoria constante dos recursos humanos e um serviço de melhor qualidade (ambos com 55%), o que representa um contraste com 2006, em que o factor “preços e custos” era o mais importante para 63% dos inquiridos, passando para o 4º lugar, no ranking de 2007. De realçar ainda que a investigação e desenvolvimento (62%), a qualificação do pessoal (59%) e a produtividade (58%) são os aspectos que vão adquirir uma maior importância no futuro das empresas portuguesas. O meio ambiente apresentou um crescimento significativo face ao ano anterior, de 7% para 34%.

Os dados recolhidos pelo estudo mostram também uma crescente independência do sector empresarial privado, atestada pelos cerca de 73% dos inquiridos que consideram que o aspecto que menos importância irá adquirir no futuro das empresas nacionais é o das “relações com a administração pública”, seguindo-se as relações laborais, com 49%, o financiamento, com 34 % e a responsabilidade social e corporativa com 31% das respostas dos dirigentes.

O contributo do plano tecnológico para a melhoria das empresas portuguesas é, no entanto, referido pela grande maioria dos executivos como quase nulo (30%) ou médio (56%), apresentando valores semelhantes aos do ano anterior. Neste contexto, e no âmbito das recomendações ao Governo, os executivos consideram que a simplificação dos procedimentos será a medida mais importante a levar a cabo pela administração pública, sendo o programa Simplex o caminho nesse sentido.

Em termos globais, as áreas consideradas como mais importantes na melhoria da competitividade das empresas portuguesas foram o aumento da eficiência dos processos (23%), seguida pela “maior capacidade de inovação” (17%) e “entrada em novos mercados ou segmentos” (16%).

O presente estudo revela ainda que, segundo os dirigentes das empresas portuguesas, será necessário efectuar um maior esforço de incremento e de melhoria das empresas, ao nível da “da capacidade de inovação” (75%), da “eficiência dos processos” (69%), da “imagem e do valor da marca” (62%) e, ainda, do “desempenho dos colaboradores” (61%).

Segundo este relatório, em termos dos investimentos em capacidades operacionais, destaca-se, quer feito ou planeado, o investimento em sistemas de informação empresariais (83%), logo seguido pelo realizado em “sistemas de informação específicos do negócio” (79%) e “automatização e informatização de processos” (78%). As empresas de serviços financeiros foram as que mais se destacaram na preferência pelo investimento em “SI empresariais” (86%), enquanto a Indústria destaca a “reengenharia de processos” (54%).

Segundo José María Sabadell, Chief Operations Officer, da SAP Ibéria, “é essencial que as empresas percebam a necessidade de agilizar e integrar todos os sistemas de informação, como parte integrante da gestão empresarial, não só para enfrentarem os actuais desafios do mercado, como para o desenvolvimento da capacidade de inovação e da criação de novos modelos de negócio.”

A nível externo, a promoção da imagem de Portugal nos sectores económicos internacionais é tida por 64% dos gestores, como a medida mais apropriada para a promoção da internacionalização das empresas portuguesas.

Quando questionados sobre os sectores com maior regressão em Portugal, as actividades do sector primário como a agricultura e a pesca, continuam a apresentar os valores mais elevados, com 74% e 63% respectivamente. Outro dado importante a reter é a opinião dos gestores relativamente ao investimento das empresas portuguesas no estrangeiro, que a maioria considera ser insuficiente. A percentagem daqueles que referem um investimento insuficiente é particularmente elevada (83%) em relação à China e Índia.

Metodologia

O estudo, realizado durante o mês de Dezembro de 2007, foi dirigido a um universo de 1400 gestores das maiores empresas de Portugal, tendo obtido uma taxa de resposta de 24%. Daqueles que responderam aos inquéritos, 55% são os principais responsáveis das suas empresas (Presidente, CEO, Director-Geral, Gerente, Administrador), 43% são directores de diferentes departamentos das empresas, e 3% são quadros superiores das organizações. Os dirigentes que responderam a este inquérito fazem parte dos seguintes sectores de actividade: Agro-Alimentar, Energia e Indústria Primária, Indústria, Administração Pública e Organismos Oficiais Serviços Saúde, Serviços Financeiros, Serviços de Apoio às Empresas, Distribuição e Transportes, Turismo e Restauração, Comunicações, Consultoria e TI, Outros Serviços e Comércio.

Sobre a AESE
A AESE – Escola de Direcção e Negócios é uma iniciativa da Associação de Estudos Superiores de Empresa, instituição de utilidade pública, sem fins lucrativos, que se propõe dar formação segundo uma perspectiva cristã do homem e da sociedade. Fundada em 1980, realiza anualmente Programas de Alta Direcção de Empresas (PADE), Programas de Alta Direcção de Instituições de Saúde (PADIS), Programas de Direcção de Empresas (PDE) e Programas In Company, desenhados de acordo com as necessidades das organizações. Organiza, desde 2001, o Executive MBA AESE/IESE. A AESE promove Seminários e Conferências de final de tarde para o aperfeiçoamento das competências dos executivos.

Sobre a Accenture
A Accenture é uma organização global de serviços de consultoria de gestão, tecnologias de informação e outsourcing. Empenhada em inovar continuamente, a Accenture colabora com os clientes ajudando-os a tornarem-se organizações de alto desempenho. Com um profundo conhecimento dos vários sectores de actividade e dos respectivos processos, dispondo de recursos globais e de uma experiência comprovada, a Accenture consegue mobilizar pessoas, competências e tecnologias, com o fim de ajudar os clientes a optimizar o seu desempenho. Com cerca de 178 mil profissionais em 49 países, a empresa gerou receitas no valor de 19,7 mil milhões de dólares, no exercício terminado em 31 de Agosto de 2007. A homepage da Accenture é www.accenture.com.

Tags: