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Seis atitudes para tornar-se um líder simplificador

28 de Julho de 2015 Por Ivy Leça 7

Como sair de um cenário totalmente coberto pela complexidade para um ambiente simples e de resultados? A resposta: através do líder. Não há duvidas de que um dos pilares de uma cultura da simplificação nos negócios é a liderança.

Para abraçar a simplificação, as empresas devem começar na sua base, no seu DNA. Por isso contar com um líder simplificador é essencial. Não é preciso recontratar um novo quadro de funcionários, as principais qualidades de liderança necessárias para impulsionar a simplificação de negócios podem ser adquiridas. Confira seis habilidades que os líderes devem adotar para começar essa jornada:

Foco é saber dizer não

Durante uma conferência em 1997, Steve Jobs disse: “As pessoas acham que foco significa dizer sim para a aquilo em que você tem que se concentrar. Mas não significa isso. Significa dizer não às centenas de outras boas ideias que estão lá. Você tem que escolher com cuidado. Na verdade, estou tão orgulhoso das coisas que não fizemos como das coisas que eu fiz. Inovação é dizer não para 1000 coisas”. A fala de Jobs é até hoje muito admirada, no entanto nem todos conseguem colocá-la em prática. Líderes que adotam a simplicidade entendem a importância de questionar o que realmente importa e agrega valor ao negócio, para não gastar tempo e recursos com coisas que vão deixá-lo cada vez mais longe do seu objetivo original.

Clareza e objetividade

Não há nada pior para os resultados de um negócio do que líderes que não se comunicam com clareza. Falta de clareza cria confusão, ambiguidade e, logo, complexidade. Os líderes precisam não apenas ter suas metas bem definidas em mente, como também devem saber transmiti-las de forma clara para sua equipe. Eles também devem perceber as interconexões e relações que criam situações complexas e torná-las mais objetivas. Um líder da simplicidade deve se fazer entender, seja simplificando sua linguagem ou representando visualmente suas ideias.

Engajar pela confiança

Colaboração ineficaz gera complexidade injustificada. Líderes simplificadores sabem que é necessário facilitar e recompensar uma colaboração eficaz. Cortar reuniões intermináveis do processo de negócio e reduzir a necessidade de governança excessiva são exemplos de como é simples valorizar a confiança na sua equipe. Quando o líder compreende e valoriza o trabalho dos outros, ele evita o exaustivo e frustrante trabalho de revisão e controle de tarefas, cria uma confiança recíproca e engaja sua equipe a trabalhar junto com ele.

Coragem

Nem sempre é fácil remodelar velhos conceitos e métodos. Desafiar o status quo, identificar pontos de complexidade, eliminar tarefas sem valor agregado. Assim como qualquer mudança, esse processo pode encontrar obstáculos e pensamentos contrários. Um líder simplificador deve estar ciente disso e ter coragem para manter essa mentalidade, provando para sua equipe e para outros líderes que esse é o caminho certo.

Perfeição são os resultados que você pode atingir

Líderes simplificadores têm um instinto apurado para definir quando é possível melhorar e quando o “bom” é bom o suficiente. Dessa forma, eles conseguem identificar situações em que “atingir a perfeição” não passa de uma distração que impedirá sua equipe de atingir resultados reais e de valor para os negócios. Para acelerar ainda mais o progresso, esses líderes preferem padronizar processos e ferramentas, garantindo que todos compreendam um objetivo da mesma forma, evitando retrabalho e garantindo uma melhor colaboração entre os funcionários.

A equipe é o centro

É impossível mudar uma cultura corporativa sem estar atento à força de trabalho. Estar sempre aberto ao feedback, positivo ou negativo, e tomar decisões sem deixar o ego ou a emoção fazerem parte do julgamento é essencial. Um líder simplificador também deve compreender o valor de engajar a equipe, reconhecendo desempenhos e criando oportunidades para aumentar as responsabilidades daqueles que são altamente eficazes e que estão prontos para o avanço. É preciso dedicar tempo para compreender habilidades, interesses e objetivos para determinar a melhor forma de usar os talentos dentro da empresa.

A busca pela simplificação não é apenas uma iniciativa – é uma transformação cultural. Quando contamos com líderes simplificadores engajados e que pensam no simples como um meio para ir mais longe, fica mais fácil plantar e fazer com que essa cultura cresça na sua força de trabalho. Afinal, só podemos esperar bons frutos de árvores com boas raízes.

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