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As novas práticas da publicidade para envolver os consumidores da era digital

24 de Setembro de 2015 Por Ivy Leça 138

Por muito tempo a publicidade ditou as regras do mercado. O papel das agências foi glamourizado, publicitários tinham a capacidade de determinar o que faria sucesso e o que venderia. Mas agora o consumidor tem muito mais liberdade: telespectadores podem assistir filmes e seriados via streaming evitando os comerciais e extensões de navegadores permitem bloquear anúncios de páginas na web.

Essa virada no jogo mostra que a publicidade precisa mudar sua abordagem o mais rápido possível e olhar com atenção para as práticas que têm sido bem sucedidas:

Inovação da automação e relevância

A otimização de sistemas de análise de dados permite que marcas atinjam seu público de forma certeira e mais impactante do que nunca. Um simples exemplo da automação e relevância aplicadas à publicidade está no Facebook: quando uma pessoa “curte” uma página, fazendo o opt-in daquele conteúdo, a rede social apresenta uma série de sugestões com base no interesse daquele usuário. Outra inovação importante nesse sentido são os beacons, que podem identificar e rastrear o cliente por meio de um dispositivo, como seu smartphone, por exemplo, e assim, servi-lo com as melhores informações sobre promoções e ações de publicidade da loja. O acesso aos dados de cada cliente permite que as marcas mostrem conteúdo relevante e realmente engajador.

Investimento em novas mídias

Observe os investimentos em marketing digital dos últimos anos. As empresas estão cientes da importância do meio digital para fortalecer suas marcas. Publicitários encaram cada nova mídia, rede social ou ferramenta de interação como uma oportunidade a ser explorada, e não apenas como uma nova moda. Snapchat, Periscope, Whatsapp e tantos outros aplicativos merecem ser experimentados. Mesmo que seja uma oportunidade do momento, ainda sim é uma boa oportunidade.

Anúncios cada vez mais criativos

OS anúncios não são mais restritos ao offline e ao online, é possível aproveitar o melhor dos dois mundos. Um exemplo dessa integração é o anúncio ganhador do prêmio máximo da categoria Mobile no festival de Cannes de 2014. A Nivea disponibilizou em um anúncio impresso de revista uma pulseira de monitoramento de crianças pelo smartphone. A peça impressa e destacável tinha um código que, quando sincronizada a um aplicativo mobile, permitia monitorar a distância que uma criança estava daquele ponto. O aplicativo também emitia um alerta sempre que o limite estabelecido era ultrapassado. A fusão do físico com o digital permite expandir o poder criativo da publicidade, gerando anúncios cada vez mais interativos e surpreendentes.

Foco na felicidade do cliente

As marcas estão deixando de apenas empurrar produtos para pensar em formas de realmente melhorar a vida dos seus consumidores. Como a marca de água mineral Propel, que parabeniza o atleta com uma amostra do seu produto sempre que ele conclui seu treino através de um aplicativo fitness. Ou a geladeira inteligente, que além de avisar quando um produto está prestes a estragar, oferece um voucher para a próxima compra no mercado. E ainda a chupeta Pacif-i, que monitora a temperatura do bebê, informando os pais periodicamente via bluetooth, e oferece um cupom de desconto em medicamentos infantis. Produtos inovadores também podem ser um meio para promover outros produtos.

A tendência é que a publicidade se torne altamente segmentada e relevante. O foco sai das grandes massas para mirar em públicos cada vez mais específicos, valorizando a individualidade do consumidor. O engajamento é a nova moeda da publicidade, e a liberdade do consumidor passa a ser uma oportunidade de inovação. No futuro, os anúncios não serão mais vistos como interrupções, mas como boas surpresas no dia a dia.

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