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Análise de dados: fornecendo aos bancos do Oriente Médio uma cobertura efetiva contra a volatilidade econômica

2 de Junho de 2016 Por Ivy Leça 75

Há muita especulação em torno da volatilidade econômica em mercados locais. Com ela vêm as oportunidades para a maioria dos bancos empresariais. No entanto, para explorar tais oportunidades há uma necessidade crescente de se obter conhecimento mais profundo sobre o desempenho dos negócios e as demandas do cliente.

O uso da análise de dados preditiva pode ajudar os bancos do Oriente Médio a tornar mais precisa a avaliação de risco, a gerar receita e a identificar novas áreas de foco, dependendo das condições do mercado. Isso pode romper o ciclo de dependência de dados históricos, oferecendo visibilidade real sobre futuras áreas de crescimento e declínio. Trata-se de uma cobertura efetiva para o desempenho dos negócios, independentemente das circunstâncias econômicas. A seguir, apresentamos quatro aspectos através dos quais os bancos do Oriente Médio podem ter a ganhar com a análise de dados:

1. Informações obtidas a partir do Big Data significam que é possível criar para o segmento de um (segment-of-one)

À medida que os bancos da região começam a alterar seu foco de varejo dos empréstimos para poupança e investimentos, há uma necessidade cada vez maior de mudar o foco principal do produto para o cliente. Insights em tempo real e análise preditiva possibilitam que o seu marketing passe de promoções genéricas em massa para ofertas personalizadas – gerando maior receita a partir dos clientes atuais por meio do conhecimento das necessidades individuais e dos padrões de gastos. A tendência volta-se à gestão financeira pessoal, onde a necessidade de se ter visibilidade sobre as necessidades do cliente em tempo real torna-se essencial, especialmente com os modelos de autoatendimento.

2. Obter mais valor fora de seu núcleo de TI atual

Historicamente, os bancos do Oriente Médio têm investido, geralmente, em pacotes de soluções de software, comparados a alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos e do Reino Unido, que têm grandes equipes internas de desenvolvimento. Embora isso tenha possibilitado a rápida adoção de melhores práticas, isso também significa que muitas dessas tecnologias prontas para uso estão agora obsoletas e não conseguem acompanhar o ritmo dos requisitos digitais atuais. A substituição do sistema bancário principal pode ser comparável a uma ponte de safena tripla. Com o uso inteligente de ferramentas de análise, os dados guardados nos sistemas bancários legados podem ser utilizados para criar uma percepção profunda, sem a necessidade de mudar o sistema central.

3. Proteger a base de clientes de novos lançamentos do mercado, como as inovações digitais

A sua melhor fonte de renda provém da sua atual base de clientes. O problema é que todos querem roubar uma fatia dela. Bancos competidores e empresas de Fintech (do inglês, Financial Technology) têm como público-alvo clientes de bancos, oferecendo-lhes produtos alternativos e mais econômicos. Consideremos as remessas, por exemplo, que são muito importantes para essa região. Com altos níveis de expatriados trabalhando no local, a atividade de remessas é maior do que a média, e é um alvo propício para os prestadores de serviços terceirizados, o que acaba prejudicando os bancos tradicionais. Por meio dos insights provenientes dos dados, novas maneiras de entregar uma experiência e ofertas personalizadas podem ser desenvolvidas para ajudar a reter os clientes mais importantes.

4. Servir a membros do conselho que reconhecem que os dados são estratégicos, e não táticos

Cada vez mais, os bancos do Oriente Médio estão nomeando diretores de dados, ou CDOs (Chief Data Officers). Isso reflete a percepção de que os dados não são commodities, e sim um ativo estratégico. O CDO é um cargo que exige um entendimento tanto do negócio quanto dos dados. Uma vez que a demografia dos clientes relacionada a gênero, diversidade e expectativas omnicanais continua mudando, é essencial que os bancos saibam quem são os seus clientes e se as suas necessidades e expectativas estão sendo atendidas.

Os bancos do Oriente Médio têm a oportunidade de se tornarem os mais experientes em tecnologia, os mais competitivos e ágeis do mundo. A obtenção de insights profundos de clientes e dos negócios, necessários para navegar na volatilidade do mercado e alcançar a transformação digital, somente pode ser conquistada por meio da aplicação poderosa da análise de dados.

Este artigo foi originalmente publicado por Jonathan Charley, EMEA Head of Financial Services Industry Value Engineering na SAP, em: http://www.digitalistmag.com/digital-supply-networks/2016/03/21/data-analytics-giving-middle-east-banks-effective-hedge-against-economic-volatility-04088617

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