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Realidade Virtual e o futuro da publicidade

7 de Julho de 2016 Por Ivy Leça 67

A realidade virtual (Virtual Reality – VR) que antes era vista apenas em filmes de ficção científica, hoje é realidade, e uma realidade acessível, que está se tornando cada dia mais presente no nosso cotidiano. A evolução tecnológica dos veículos de comunicação, especialmente dos dispositivos móveis, permitiu que a VR avançasse. Hoje, com um simples óculos de papelão já podemos transformar nossos smartphones em dispositivos de VR e ter acesso a diversos conteúdos criados para essa tecnologia.

A indústria de games é atualmente a mais interessada na tecnologia, mas a publicidade já abriu os olhos para as possibilidades que a realidade virtual pode trazer para as suas campanhas.

Presença, o auge da interação

Qual o maior diferencial da VR em um filme em 2D? Enquanto o expectador assumia uma posição passiva até recentemente, ao utilizar a VR ele é transportado para outra realidade, na qual pode verdadeiramente interagir. Essa experiência é o que conhecemos por “presença”. Imagine a infinidade de campanhas criativas e interativas que podem ser criadas. Um fabricante de veículos poderia convidar seus clientes para conhecer o interior do seu novo modelo, sem que eles precisem levantar do sofá, por exemplo.

Profundidade, experiências virtuais reais

Há alguns meses, o YouTube lançou a opção de vídeo 360º, permitindo que o telespectador mude os ângulos da câmera enquanto assiste. Algumas marcas já estão utilizando esse recurso para subir vídeos de eventos ou desenvolver campanhas criativas. A realidade virtual acrescenta profundidade a essa experiência. Além do vídeo, o áudio tridimensional amplia a sensação de imersão, tornando a experiência muito mais real. Dentro de alguns anos, a indústria do entretenimento poderá vender experiências tão realistas quanto as presenciais. Já pensou assistir a um show de rock na pista VIP sem precisar ficar espremido na grade?

Empatia, o potencial de criar histórias impactantes

A VR também ajuda a tornar as mensagens mais impactantes. Quando o usuário está “dentro” da história, ele cria uma poderosa ligação com o que está sendo contado, pois vive a história de maneira mais intensa. Por isso, criar histórias para a VR será, para criativos, produtores e roteiristas, uma grande possibilidade e um grande desafio. Campanhas para o terceiro setor talvez consigam melhores resultados se as pessoas forem transportadas para a realidade que as instituições querem mudar.

Se sua marca está interessada em investir em tecnologia VR, existem algumas questões que precisam ser feitas:

  1. Seu público tem acesso à tecnologia VR?

Já falamos que os dispositivos e recursos de VR são acessíveis para a maioria das pessoas, mas isso não quer dizer que sejam extremamente baratos, ou ainda um item que entre na lista de compras do mês. Além da questão financeira, é preciso pensar se seu público tem conhecimento e conforto para interagir com essa tecnologia.

  1. Sua marca tem uma história para contar?

O foco da VR é transportar pessoas para outra realidade e integrá-las em uma história. Antes de pensar nas incríveis campanhas que sua marca poderia criar é preciso analisar se ela já tem um marketing de conteúdo bem desenvolvido. Storytelling é essencial.

  1. Sua marca tem recursos e disposição para se dedicar a uma campanha para VR?

Lembre-se de que as pessoas não serão mais telespectadores passivos, e sim participantes ativos. Eles podem (e querem) interagir ao máximo, por isso os conteúdos devem ser desenvolvidos especialmente para a VR, ao invés de adaptações do conteúdo que a marca já criou.

Unindo potencial criativo com o poder da realidade virtual a publicidade poderá nos surpreender com ações incríveis.

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