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Como ser competitivo nesta nova Era Digital?

30 de Agosto de 2016 Por Ivy Leça 33

Durante os últimos anos, o mundo tem experimentado grandes mudanças tecnológicas que têm exigido uma reinvenção, não só por parte das empresas, como também de nós como pessoas. A quarta revolução industrial está aqui e já está mudando o modo como interagimos e a forma como fazemos negócios.

Nesse contexto, todas as empresas ao redor do mundo estão pensando em como redesenhar seus modelos de negócios, seus processos, como ser mais atraentes para adquirir os melhores talentos e como ser simples e atraentes para seus clientes.

Velocidade, informações em tempo real e o uso de ferramentas tecnológicas inovadoras são peças-chave para conseguir fazer parte dessa revolução. Além disso, a mudança de paradigmas e a reinvenção das empresas por meio da interação com os clientes, networking, serviço social e poder contar com soluções imediatas, é essencial para se posicionar dentro da economia digital.

Organizações como Google, Facebook e Amazon são exemplos claros da inovação que existe atualmente. Mas como essas empresas conseguiram obter esses modelos disruptivos que marcaram uma nova era?

Simples, essas três empresas foram fundadas por empresários com menos de 30 anos, que não possuíam o bloqueio dos paradigmas atuais nem estavam sujeitos a nenhum preconceito. Vale ressaltar que essas empresas têm um valor de mercado que, se somado, equivale ao PIB do México.

De acordo com um estudo da IDC, 7% do PIB nos Estados Unidos vem ou está relacionado com a economia digital. No caso do México está um pouco abaixo de 3%, no entanto, há uma grande oportunidade para as empresas em relação a esse tema. Apesar disso, a questão da telefonia e da mobilidade no México é de primeiro mundo. Atualmente, pelo menos 90% das empresas já estão pensando ou estão realizando uma mudança em torno da economia digital.

É uma realidade que tudo está mudando e é necessário que nós, como pessoas, adotemos habilidades que nos ajudem a nos adaptar à economia digital de maneira mais simples. Compartilho as 10 habilidades que, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, serão essenciais em 2020:

  1. Velocidade para aprender: devemos estar em constante busca por conhecimento e aprendizado. Isso sempre nos proporcionará maior desenvolvimento intelectual e profissional.
  2. Negociação: este conceito refere-se à capacidade de encontrar um bom negócio.
  3. Orientação a serviços: focar em sempre oferecer um excelente serviço ao cliente.
  4. Julgamento e tomada de decisão: os colaboradores devem ser capazes de tomar decisões rápidas que sempre busquem o melhor para o negócio.
  5. Inteligência emocional: sempre manter um estado emocional normal.
  6. Trabalho em equipe: confiar nas pessoas, saber distribuir responsabilidades e sempre apoiar uns aos outros para atingir os objetivos.
  7. Gestão de pessoas: motivar as pessoas, criar um ambiente de trabalho agradável e melhorar o desempenho de cada um dos integrantes da equipe ou da empresa.
  8. Criatividade: ter um compromisso com a inovação, sempre fazendo algo novo e elaborando projetos para impulsionar o crescimento do negócio.
  9. Pensamento crítico: saber ser crítico consigo mesmo e mudar aquilo que não gostamos em nós mesmos.
  10. Resolução de problemas complexos: ter a capacidade de enfrentar problemas, detectá-los e tomar medidas para resolvê-los.

Especificamente no setor de TI, é buscado o desenvolvimento das seguintes características:

* Desenvolver metodologias para encontrar soluções criativas e inovadoras do ponto de vista do cliente. Um exemplo disso é o uso de oficinas de design thinking, uma metodologia que diversas empresas têm adotado para resolver problemas por meio da criatividade e do design.

* Conhecimento da indústria do cliente: conhecer os indicadores de desempenho, suas tendências, novos concorrentes, referências tecnológicas e como estão transformando o cliente. Tudo isso é importante para assumir o papel de conselheiro.

* Profundidade nos processos do cliente: esse conceito tem levado a mudar a estrutura da empresa. É necessário que todas as áreas conheçam os clientes e falem sua língua para uma melhor compreensão.

* Não perder de vista a “visão macro” da plataforma do cliente, isso significa que a solução deve ser integrada de ponta a ponta. Deve também oferecer informações em tempo real e ser inteligente. Sistemas não servem apenas para manter o controle, também devem ter a capacidade de dizer qual é o próximo passo. O exemplo mais claro disso é o aplicativo Waze.

* Ganhar experiência em vendas, implementação e operação de soluções: com isso nos referimos a capacidade de falar sobre as soluções e sobre como os modelos matemáticos podem ajudar a prever, criar redes de negócios e como mostrar ao cliente que ele terá resultados.

Todos esses elementos, se colocados em prática e se começarem a ser utilizados pela maioria das empresas, começarão a ter uma adaptação eficaz e fácil na economia digital, e por sua vez ajudarão os clientes em sua adoção.

Este artigo foi originalmente publicado por Salvador Cabral, COO da SAP México.

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