Por que as empresas não precisam mais de trabalhadores do conhecimento?

Michael Rander

Os dias do trabalhador do conhecimento estão contados. À medida que as empresas se preparam para lidar com um extraordinário volume de informações, a abrupta quantidade, velocidade de processamento e forma de utilização dos dados necessários para manter a competitividade da empresa vêm suplantando a capacidade dos tradicionais profissionais do conhecimento. Durante anos, esses profissionais coletaram, analisaram e disseminaram informações, viabilizando as decisões organizacionais, mas o futuro desse trabalho vem evoluindo com muita rapidez com o surgimento de novas tecnologias. E a função do profissional que não é capaz de lidar com esse volume de informações e adaptar-se às mudanças está ficando obsoleta.

Quando Peter Drucker definiu o conceito de profissional do conhecimento, sua previsão da importância que os profissionais da informação viriam a ter para o futuro desenvolvimento de empresas inovadoras e bem sucedidas era precisa. De fato, ela ainda prevalece, considerando a relevância e utilidade das informações como parâmetros essenciais para a competitividade do negócio do futuro.

O que mudou desde a formulação inicial desse conceito por Drucker foi o crescimento do volume de dados, que inviabiliza a análise manual por qualquer grupo de profissionais. Ao mesmo tempo, as empresas globais precisam constantemente reagir em tempo real. O conceito básico de profissional do conhecimento se mostrou de importância e valor excepcionais, mas hoje as empresas demandam um novo tipo de funcionário, capaz de substituir o profissional do conhecimento e possibilitar decisões imediatas.

Surge o profissional digital

O profissional digital assume uma função viabilizada e conduzida pela tecnologia. Em uma economia hiperconectada, com acesso a qualquer hora e de qualquer lugar a dados atualizados e dinâmicos, administrar um negócio vivo se torna realidade.

O funcionário digital pode elevar a velocidade, a flexibilidade e o insight operacional a um novo patamar, liberando tempo para assumir novas responsabilidades na organização, transformando-se em recurso crítico para tomada de decisões, aprendizagem, produtividade e gestão. Do ponto de vista do executivo, cria-se inclusive uma oportunidade para delegar decisões estratégicas por toda a organização; minimizar a complexidade e os pontos de estrangulamento organizacional, e aumentar o tempo dedicado à inovação.

Seja você um profissional do conhecimento ou gestor de uma organização que emprega alguns, está na hora de considerar o impacto desses profissionais nas metas gerais e transformá-los em profissionais digitais. Se você não agir, com certeza o concorrente agirá.

Para saber mais sobre as principais tendências que afetam o futuro do trabalho e o impacto do profissional digital, consulte meu white paper em “Live Business: The Rise of the Digital Workforce“.