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Lições do SXSW – fator humano guiando as tendências tecnológicas

15 de Março de 2017 Por Ivy Leça 30

Começou no último dia 10 a edição 2017 do South by Southwest (SXSW), considerado um dos mais importantes eventos de tecnologia e economia criativa do mundo, que ocorre em Austin, Texas, nos Estados Unidos. Anualmente, durante os 10 dias do evento, o SXSW reúne diferentes especialistas para discutir cenários e apresentar as próximas tendências.

Apesar de já ter sido palco de grandes lançamentos, como o Twitter em 2007 e o Foursquare em 2009, e das starups ganharem cada vez mais visibilidade no evento, as grandes lições do SXSW têm mais a ver com as tendências humanas e criativas do que com novas plataformas, tecnologias e empresas. Os verdadeiros insights estão nos novos modelos de negócios e nas demandas que deram origem a eles.

Tecnologia com propósito

Existem muitas questões sociais e problemas ambientais nos quais a tecnologia pode ser muito útil, e é isso que deve guiar as próximas tendências. Mais importante do que a capacidade de processamento de uma nova plataforma é a sua utilidade para resolução de problemas e criação de oportunidades para a sociedade. Obviamente, existe um hype sobre novos modelos de drones, lançamentos de wearables, novas capacidades da IA, etc., mas é o debate sobre como essas novas funcionalidades poderão ser aplicadas de forma inovadora ao nosso dia a dia que realmente importa.

A criatividade não é uma tarefa mecânica

Conforme a tecnologia evoluiu e nos ajudou calculando, imaginando e criando diferentes possibilidades, nosso processo criativo também se modificou. No entanto, muitas empresas ainda mantêm um processo mecânico de criação e inovação, e muitos funcionários são pressionados a criar novas ideias enquanto passam o dia sentados dentro do escritório.

Precisamos parar de ensinar os humanos a pensar e produzir como máquinas, pois isso está matando a nossa criatividade. Dentro do SXSW, algumas empresas criaram laboratórios de inovação para que seus colaboradores valorizem o trabalho não estruturado. É preciso criar e incentivar iniciativas que permitam à sua equipe brincar e explorar novas possibilidades, tornando as falhas e erros uma rica fonte de aprendizado.

Diversidade humana na tecnologia

As questões de diversidade humana na força de trabalho da tecnologia também estão sendo destaque em diversas sessões no SXSW . A falta de diversidade de gênero e étnica do Vale do Silício pode ser tão prejudicial para as pessoas excluídas das equipes como para as próprias equipes criativas, que enxergam os cenários sob uma mesma lente. A diversidade no ambiente corporativo traz inúmeros benefícios e incentiva a inovação, e por isso é importante incentivar e investir em equipes mais diversas.

Fator humano é o ponto de partida

Mais do que nunca o fator humano está no centro das discussões. Melhorar a interação entre máquina e humanos e aprimorar a capacidade machine learning para que a relação com as pessoas seja a mais cognitiva e amigável possível são os próximos desafios. Isso porque agora tecnologias como análise de dados, IoT e IA sabem muito sobre o que fazemos, mas quase nada sobre como nos sentimos.

Em sua sessão “When Your Internet Things Know How You Feel“, a antropóloga digital Pamela Pavliscak falou sobre como a tecnologia “Emotion-sensing” está transitando do experimental para a realidade e como isso permitirá que as máquinas nos compreendam em um nível emocional.

Novas tecnologias e funcionalidades continuarão a surgir, a capacidade das máquinas continuará a evoluir, mas tudo isso terá como ponto de partida o fator humano.

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