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Criando pontes entre o Renascimento e a Era Digital com Leonardo da Vinci

2 de Junho de 2017 Por Ivy Leça 93

Por Jonathan Becher

Leonardo da Vinci pode ter sido um dos primeiros adeptos do pensamento exponencial.

Da Vinci nasceu há mais de 500 anos na Toscana semi-rural com pais de origem humilde. Apesar do pouco acesso a educação formal, ele foi capaz de extrapolar ideias avançadas sobre temas tão diversos como arquitetura, engenharia, matemática, planejamento urbano, ciência e astronomia. Suas ideias eram inconcebíveis para os moradores dessas pequenas cidades italianas. Talvez inconcebíveis para todos na época.

Como Leonardo fez isso? A resposta, em parte, é o pensamento exponencial.

O pensamento incremental se concentra em melhorar o que existe, enquanto o pensamento exponencial tenta fazer algo novo ou diferente. O pensamento exponencial é, de certa forma, criar soluções para coisas que ainda não existem ou resolver problemas usando tecnologia que ainda não existe.

Se o pensamento exponencial fosse tão fácil, todos seriam capazes de fazê-lo. Mas poucos conseguem.

As ideias de da Vinci foram muitas vezes rejeitadas devido às limitações do pensamento e da tecnologia da época. Por exemplo, da Vinci:

  • Proclamou que o Sol era o centro do Universo 40 anos antes de Copérnico.
  • Introduziu a teoria da gravidade 200 anos antes de Isaac Newton.
  • Argumentou sobre a evolução 400 anos antes de Charles Darwin.

Mesmo quando as maiores mentes da história não estavam validando suas ideias, ele ainda estava à frente da curva. Por exemplo, em 1502, da Vinci imaginou uma ponte com design intrincado como parte de um projeto de engenharia civil na Turquia. Entretanto, o projeto não foi adiante, pois acreditaram que tal construção era impossível. 500 anos depois, o governo turco aprovou o projeto original de da Vinci. Isso é que é estar à frente de seu tempo!

Além do pensamento exponencial, da Vinci também exibiu mentalidades digitais:

  • Construa pontes, não silos.

    Leonardo não via uma divisão entre ciência e arte, ele via as duas como disciplinas entrelaçadas e não separadas. A ciência fez dele um artista melhor e a arte fez dele um cientista melhor. Em vez de colocar um abismo entre os dois campos e tratá-los como duas unidades separadas, ele fundiu os dois. Há muito o que se falar sobre o vórtice digital, e como a revolução digital é inter-indústria. Ninguém melhor exemplificou isso do que da Vinci.

  • Permaneça curioso.

    Leonardo era insaciavelmente curioso por natureza, e essa curiosidade alimentou muitas de suas inovações e descobertas. Por exemplo, invenções creditadas a ele incluem o carrinho autopropulsionado e o helicóptero. Avançando para o século 21, agora estamos lendo sobre veículos autônomos em todos os lugares. No início deste ano, o primeiro ônibus auto-dirigível começou rotas regulares em Las Vegas, e este verão, táxis voadores autônomos devem ser vistos nos céus de Dubai e Paris. Se da Vinci pudesse nos visitar hoje, ficaria espantado ao ver tais coisas, ou talvez perplexo por ter demorado tanto para que elas acontecessem?

  • Seja prático.

    Leonardo amava mexer com as coisas e amava o aspecto mecânico do design e do pensamento. Mas ele sempre tentou ir além de apenas pensar sobre uma ideia, ele tentava dar vida a essa ideia. Uma citação sua diz: “Fiquei impressionado com a urgência de fazer. Saber não é suficiente; nós devemos aplicar. Estar disposto não é suficiente; nós devemos fazer”.

Além do pensamento exponencial e da mentalidade digital, da Vinci teria se sentido em casa em um ambiente startup. Em 1994, Bill Gates pagou US$ 30 milhões pelo Codex Leicester, um caderno de 72 páginas com esboços, ideias e ideias empresariais. Esse manuscrito e caderno de esboços de da Vinci era uma coleção frouxa das ideias que ele tentou unir. Como muitas startups, da Vinci adotou uma mentalidade na qual não há nenhum modelo para o sucesso, e aprimorava suas ideias antes de esboça-las e estrutura-las. Assim como aqueles que pensam exponencialmente hoje, ele experimentou muitas vezes, aprendeu fazendo, reajustando e experimentando mais.

Leonardo da Vinci foi realmente um homem à frente de seu tempo – um verdadeiro homem do Renascimento e o pensador exponencial original.

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