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O potencial do mercado brasileiro de seguros

6 de Setembro de 2017 Por Ivy Leça 116

O Brasil tem se mostrado um ambiente próspero para o mercado de seguros. Com uma população de mais de 207 milhões de pessoas,  um mercado em desenvolvimento e a baixa taxa de penetração de seguros atual, o país abre o caminho para grandes oportunidades no setor.

Apesar dos desafios econômicos dos últimos anos, o mercado de seguros vem crescendo dois dígitos anualmente. Segundo um levantamento da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), o mercado de seguros de pessoas (seguros de vida, acidentes pessoais, viagem, educacional) movimentou R$ 16,68 bilhões no primeiro semestre de 2017, 10,96% mais em relação aos R$ 15,03 bilhões do primeiro semestre de 2016. O crescimento do número de trabalhadores autônomos também impulsionou a demanda.

O desenvolvimento tecnológico também tem impulsionado o mercado de seguros no país. O Brasil tem o maior número de usuários de internet na América Latina e é o quarto no ranking mundial. Novas tecnologias tornaram cadeias de valores e processos mais eficientes e seguros, o que vem impulsionando a ascensão das insurtechs (empresas que unem o mercado de seguros aos benefícios da tecnologia).

Com as assinaturas digitais, as apólices de seguros agora são completamente sem papel. Seguros podem ser facilmente contratados com alguns cliques no celular. Os cálculos de riscos também ganharam mais agilidade e confiabilidade com tecnologias de análise de dados, que aprimoraram esse processo. Dessa forma, as seguradoras podem avaliar com mais segurança os riscos de oferecer um determinado produto para cada cliente.

Tecnologias como Internet das Coisas, criptografia, etiquetas eletrônicas e drones já estão sendo utilizadas para ajudar na prevenção de roubo de cargas, um dos maiores desafios para o mercado de seguros nacional. A exemplo do que está sendo feito nos EUA após os danos causados pelo furacão Harvey, algumas seguradoras brasileiras também estão utilizando essas tecnologias para agilizar indenizações e garantir a avaliação correta de cada caso.

A digitalização das coisas e dos processos não apenas beneficiou o setor como criou uma grande demanda de serviços e produtos. Os dados se tornaram o novo petróleo mundial, e com isso as empresas de seguros voltadas para coberturas de tecnologias e máquinas e os seguros cibernéticos, que garantem a segurança de dados, estão se tornando indispensáveis.

Com todas essas transformações em andamento, o maior desafio para as seguradoras brasileiras é acompanhar as mudanças, alinhando as possibilidades de negócios com as obrigações regulamentares e a alta burocracia do país. Sua empresa está preparada para aproveitar as oportunidades desse mercado?

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