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Os dados mudando o jogo na Black Friday

22 de Novembro de 2017 Por Ivy Leça 27

Assim como o Dia das Mães e as festas de fim de ano, a Black Friday também se tornou uma das datas mais importantes para o varejo brasileiro.

A data era marcada nos Estados Unidos pela já tradicional imagem de consumidores invadindo as lojas assim que elas abriam suas portas. Hoje, porém, grande parte do faturamento da Black Friday (em alguns setores, a maior parte) vem das compras online.

No Brasil, a primeira edição em 2010 foi totalmente online, e já na segunda edição o e-commerce obteve um incremento de 80%, faturando 100 milhões e dando início também à Cyber Monday, segunda-feira dedicada aos descontos no comércio eletrônico. Segundo o Ebit, a expectativa é que este ano as vendas online atinjam R$2.185 bilhões, alta de 15% comparado com 2016.

O histórico da rápida adoção e o crescimento da Black Friday no e-commerce brasileiro surpreende, e muitas empresas esperam entrar no jogo e fazer parte desses números. No entanto, para se destacar entre tantos concorrentes é preciso oferecer aos consumidores mais do que apenas bons preços. E os dados podem ajudar os varejistas nesse desafio:

Preveja a demanda e a gestão do estoque

Um dos maiores desafios para os varejistas nesse período é fazer a previsão de demanda e garantir que o estoque tenha a quantidade exata, para não ficar com itens encalhados nem deixar os clientes na mão. Mas como saber o que vai ou não vai vender? A análise de dados pode ajudar a prever tendências de consumo e definir quais serão os produtos mais procurados.

Fidelize seu cliente atual

Muitos varejistas veem a Black Friday como uma oportunidade de alavancar sua marca e conquistar novos clientes. Isso é possível, mas é importante trabalhar com seu público-alvo e aproveitar o momento para fidelizar quem já comprou com você. Utilize os dados dos seus clientes, histórico de compras, perfil, etc. e ofereça descontos exclusivos para os produtos ou categorias mais interessantes para cada cliente.

Estude o mercado antes de precificar

Outro desafio durante a Black Friday é criar estratégias de precificação enquanto todos estão tentando chamar a atenção para os descontos que conseguem oferecer. É preciso combinar dados, como fatores macroeconômicos, comportamento de consumo do seu público, demanda do produto e margens de lucro, para identificar o melhor preço para cada produto, de forma que continue atrativo sem que você perca lucratividade.

Esteja onde seu cliente está

Apesar da importância de tornar sua empresa omnichannel, em um período massivo de vendas como a Black Friday é preciso deslocar seus esforços para onde seu cliente está. Não adianta direcionar seu atendimento para cobrir as interações online, se a maior parte do seu publico prefere esclarecer dúvidas por telefone antes de fechar a compra.

Transforme o digital e o físico em um só caminho

Falamos bastante sobre o crescimento do comércio eletrônico na Black Friday, mas grande parte dos consumidores ainda prefere ir até os grandes centros comerciais pessoalmente, conversar com o vendedor e negociar suas compras. Muitos clientes vão fazer uma wishlist online e irão até a loja para experimentar os produtos, enquanto outros estarão na loja comparando preços em seus smartphones. É importante não separar o digital do físico. Muitas lojas físicas estão utilizando análise de dados e machine learning para ampliar o potencial da experiência do cliente. Alinhar as estratégias e, especialmente, somar os dados de cada loja, só amplia as chances de conversão.

As tecnologias de análise de dados mudaram a forma como consumimos e podem mudar ainda mais nossas experiências de consumo, especialmente em uma data com tanta competitividade e oportunidades. Sua empresa está preparada para se destacar na Black Friday?

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