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Comando de voz, o futuro das marcas e do varejo

8 de Dezembro de 2017 Por Ivy Leça 0

Os consumidores se adaptaram facilmente à transformação digital do varejo, aprovando os benefícios e a comodidade oferecida pelas tecnologias e pela digitalização dos processos de compra. Na verdade, hoje eles estão mais exigentes do que nunca, e esperam que os varejistas invistam em tecnologia para oferecer uma experiência cada vez melhor.

Os consumidores já estão usando comando de voz para fazer pesquisas, selecionar músicas, definir tarefas na agenda e obter previsões meteorológicas. Eles também estão começando a usar essa tecnologia para comprar. E se já estavam acostumados a comprar com o mínimo de cliques em um site, a tecnologia de comando de voz é o próximo passo.

Os clientes querem não só pesquisar produtos e comparar preços apenas falando com seus smartphones, mas também poder fazer toda a compra por meio de processos habilitados para a fala. Oferecendo muito mais conveniência, especialistas acreditam que a adoção em massa dessa tecnologia é inevitável, sendo o melhor caminho para chegar aos consumidores, sempre conectados e digitalmente envolvidos, mesmo sem utilizar as mãos.

Por ser uma tecnologia praticamente sem interface, a inclusão proporcionada pelo comando de voz tem um grande potencial de impulsionar ainda mais sua adoção. Pessoas com alguma deficiência visual e idosos, por exemplo, terão maior autonomia e facilidade para fazer suas compras.

Essa facilidade deve colaborar para que o comando de voz seja a nova forma de comprar. Em 2016, as vendas do Echo, alto-falante sem fio com comando de voz da Amazon, aumentaram nove vezes durante os feriados em comparação com o mesmo período de 2015. Após terem adquirido o dispositivo, os proprietários gastaram cerca de 10% a mais no e-commerce nos seis meses seguintes.

Mas para se destacar nesse segmento, as marcas precisam reimaginar suas estratégias. Sem a representação visual da marca na tela, é mais comum que nas pesquisas por voz, os consumidores consultem por produtos e não tanto por marcas, a menos que seja algo muito específico. Isso vai impactar a forma como as pessoas chegam até a sua empresa. Consciência da marca e diferenciação serão ainda mais decisivas para tornar sua marca sinônimo de uma categoria inteira.

Além disso, as marcas precisam pensar como sua estratégia omnichannel vai incluir o comando de voz. Isso não significa padronizar a experiência em todos os canais, como vemos que algumas empresas entendem o omnichannel. É preciso ir além e tirar o maior proveito possível dessa ferramenta, alinhando com os outros canais e criando novas possibilidades de interação, sempre com foco no cliente.

Imagine que seu assistente virtual te acorde informando que uma promoção do seu café favorito está acontecendo naquele dia, aquele que fica no caminho para o seu trabalho. “Bom dia João, hoje o Café da Vila está oferecendo um donut na compra de qualquer bebida quente. Devo pedir o seu cappuccino com cobertura extra?”, “Sim, por favor”, “Ok, vou fazer o pedido quando você estiver a 10 minutos de chegar à loja”. Passando por lá, a atendente já estará com seu pedido pronto para retirar. Parece uma ótima economia de tempo e esforço, não é?

Conveniência, facilidade, usabilidade e rapidez são os principais atrativos dessa tecnologia. O comando de voz é uma extensão natural da transformação digital do varejo. Mais do que nunca é preciso que as marcas escutem seus clientes para conseguir criar sua própria voz nesse mercado. Você está pronto?

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