Diversidade de gênero, como tirar esse objetivo do papel

Segundo levantamento recente da McKinsey, mais de 75% dos CEOs tornaram a diversidade de gênero uma prioridade em suas empresas. No entanto, os homens ainda ocupam a maioria dos cargos de liderança e recebem os maiores salários. Apesar de, em média, mulheres e homens contribuírem na mesma proporção para os bons resultados das suas empresas, elas ainda são menos promovidas; em empresas de tecnologia, por exemplo, as mulheres preenchem menos de 1 em cada 5 funções seniores.

É comprovado que equipes lideradas por uma gestão diversificada têm uma margem operacional 48% maior, e esse ambiente inclusivo impacta positivamente todos os colaboradores.

Mas se a diversidade de gênero é uma prioridade, por que esse objetivo não sai do papel? Muitas vezes, os líderes não enxergam que para a diversidade funcionar é preciso focar além da contratação, é preciso trabalhar na igualdade de gêneros.

Como tirar o objetivo do papel

Contratar mais mulheres ou pessoas LGBTs é apenas um pequeno primeiro passo. É preciso criar ações realmente eficazes para tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo, com oportunidades iguais de crescimento e com incentivo para as minorias.

Como incentivar os homens na liderança a abraçarem a diversidade e a igualdade de gênero? Treinamento, comunicação e informação talvez sejam a melhor resposta. De acordo com o levantamento, apenas 31% dos homens relatam que seus líderes forneceram orientações sobre como melhorar a atuação em um ambiente com diversidade de gênero.

A McKinsey ainda apontou algumas ações que devem ajudar o ambiente de forma geral:

* Desenvolvimento de ações e programas mais holísticos.

* Flexibilidade em todos os papéis e transparência de equidade de pagamento.

* Liderança ativa que enfrente pontos cegos para mudar o diálogo e a cultura corporativa.

Reconhecimento da liderança LGBT

Em novembro deste ano, Filipe Roloff, Customer Success Manager no SAP Labs Latin America, foi citado no ranking do jornal britânico Financial Times como um dos 50 futuros líderes LGBT mais influentes do mundo.

Desde 2016, Filipe está à frente do grupo Pride@SAP no Brasil, que conta com a participação de mais de 2 mil colaboradores, que buscam disseminar iniciativas de diversidade e inclusão da comunidade LGBT.

Em 2018, pretendemos continuar desenvolvendo ações e iniciativas para que o objetivo de um mercado de trabalho mais diverso, inclusivo e igualitário para todos saia do papel e se torne uma realidade. Compartilhe conosco o que sua empresa está fazendo a respeito!