Automatização e inteligência: o caminho tecnológico do varejo brasileiro

O setor varejista precisa se adequar às novas formas de melhorar as relações com os clientes e fornecedores, adotando alternativas de inovação na automatização dos processos e na adoção das novas tendências de mercado. No Brasil, 73% dos varejistas entrevistados pela IDC colocaram a implantação, atualização ou modernização como item prioritário na empresa.

Por: Enrique Phun, analista sênior de Cloud para IDC Latinoamérica
Jerónimo Piña, Gerente de Pesquisa de Software e Nuvem, para IDC Latinoamérica
Luciano Ramos, Gerente de Pesquisa de Software e Serviços de TI para IDC Brasil

As empresas de comércio varejista de médio porte no Brasil enfrentam desafios cada vez maiores, como a crescente concorrência das grandes cadeias nacionais e internacionais, e os novos atuantes digitais; além dos novos hábitos de consumo das gerações conhecidas como Millennials e Z.

Tais desafios fizeram com que os grandes competidores buscassem maiores inovações, de forma a propor novas ações, tais como:

  • Adequação de seus processos internos e externos
  • Implementação de estratégias direcionadas à segmentação do mercado, juntamente com marketing de nicho
  • Elaboração de programas de fidelidade do cliente
  • Expansão de pontos de venda
  • Atendimento ao cliente com ferramentas multicanal ou omnicanal

Isto torna indispensável que o varejo de médio porte acelere as mudanças, visto que muitas empresas apresentam uma baixa inserção de Tecnologia da Informação (TI) ou dispõem de software de controle e sistemas de pontos de vendas desatualizados.

Para poder competir no mercado em curto e longo prazo, as lojas precisam ter a capacidade de responder às novas demandas e tendências dos clientes, cumprir com os requerimentos fiscais –como a geração de faturas digitais–, e contar com um sistema básico de contabilidade, além de ter integração com os sistemas eletrônicos de pagamento, entre outros fatores.

Um dos primeiros passos a realizar é a automatização dos seus processos, desde o controle de seus inventários, relação com fornecedores, contabilidade e administração da loja até a sua integração com o comércio eletrônico.

Neste trabalho, as soluções de Planejamento de Recursos Empresariais Inteligentes (Intelligent Enterprise Resource Planning ou i-ERP), no modelo de serviço sob demanda em nuvem (SaaS), representam uma alternativa para apoiar as empresas em seu desenvolvimento tecnológico. Isto acontece, pois seu custo é inferior se comparado com soluções tradicionais, suas características aceleram sua implementação, há fácil acesso a especialistas no manuseio das aplicações e incluem serviços de assessoria para o seu uso.

O i-ERP dispõe de funcionalidades que permitem ao varejo manter um controle mais preciso de suas vendas diárias, fluxo de caixa, ordens de compra e pagamento a fornecedores, facilitando assim sua contabilidade e a geração de relatórios. Adicionalmente, o i-ERP auxilia a ter uma maior visibilidade do inventário, margens de lucro e rotação dos produtos.

Além disso, o i-ERP auxilia as empresas a cumprir com suas obrigações fiscais, como o pagamento de impostos, e geração e recepção de faturas eletrônicas, auxiliando a redução de erros. Conta também com módulos para se integrar com os novos sistemas de recepção de pagamentos com cartões de bancos.

A fim de melhorar a experiência do cliente, essas soluções incluem ferramentas para a realização de campanhas de marketing com base na informação obtida dos consumidores, reforçando assim as redes sociais como canais de comunicação com os clientes, permitindo inclusive modificar o modelo de negócios para atender a demanda dos novos estilos de vida.

Para 2019, a IDC estima que 50% dos varejistas no país terão adotado uma plataforma de comércio omnicanal que lhes auxiliará na redução dos custos operacionais e de inventário, além de propiciar maior integração com os seus fornecedores, processos mais fluidos e maiores eficiências.

Em uma etapa seguinte, o i-ERP lhes permitirá analisar as informações de seu negócio e gerar relatórios de inteligência comercial sobre os produtos mais vendidos, o tempo médio de permanência do inventario na loja, as principais tendências de compra e a mudança nos padrões de consumo dos seus clientes, entre outros, para tomar melhores decisões de negócio.

No Brasil, 73% dos varejistas entrevistados pela IDC colocaram a implantação, atualização ou modernização de seus ERPs como item prioritário em sua agenda para 2018. Adicionalmente, a IDC prevê que, até 2021, os varejistas estarão aproveitando as funções de inteligência artificial, aprendizagem automática (Machine Learning) e Internet das Cosas (IoT). Isso juntamente com o apoio dos colaboradores ajudará a aumentar sua produtividade em até 20%.

As lojas varejistas não podem demorar mais. Elas precisam se adequar às novas formas de comprado consumidor –seja via tradicional ou online –e aproveitar as vantagens de sistemas como o i-ERP e as redes sociais para melhorar as relações com clientes e fornecedores, e adotar as novas tendências de mercado, como a personalização de produtos, serviços e marketing, ou a geolocalização e inteligência comercial, entre outras.

E a sua empresa, já começou a mudar?

Artigo original: https://www.sap.com/brazil/documents/2018/06/9ec0d509-0d7d-0010-87a3-c30de2ffd8ff.html

 

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