O lugar das mulheres no mundo da tecnologia

Por: Anali Vidal

Há alguns dias, encontrei um artigo sobre uma reunião realizada no ano passado em Nairóbi (Quênia), na qual participaram 18 mulheres, líderes de dez países da África, Ásia e América Latina. Elas se reuniram para compartilhar suas experiências em sua luta pela promoção de direitos fundamentais como a terra, a moradia e os recursos naturais. Pensei na força dessas mulheres, que exercem liderança em países onde estereótipos de gênero e violência sexual ameaçam constantemente essa liderança e fazem com que suas lutas sejam geralmente atacadas, ou diretamente invisíveis ou menos valorizadas do que as de seus colegas homens.

Isso me levou a refletir sobre o papel das mulheres nas empresas de todos os tipos em todo o mundo, inclusive em países ou indústrias onde aparentemente a questão de gênero não seria mais um obstáculo para alcançar a igualdade. Também me lembrei de um assunto de conversas frequentes entre minha amigas, sobre como as mulheres enfrentam suas carreiras profissionais.

Fiz algumas pesquisas para entender se isso era só uma percepção, ou se realmente ainda estava acontecendo, e descobri que mesmo as mulheres dos países mais desenvolvidos do mundo enfrentam desafios maiores do que seus colegas homens no mundo profissional.

Fiquei até surpresa ao saber, como executiva de uma empresa de tecnologia, que a presença feminina nas áreas de tecnologia ou digital ainda é muito pequena. E isso tem muito a ver com o fato de as meninas não serem incentivadas a seguir carreiras no mundo da tecnologia, muito menos a serem líderes. Isso é um problema real. Um relatório da União Europeia mostrou que, de cada 1.000 universitários nessa região, apenas 29 possuem um diploma relacionado com a tecnologia, em comparação com 95 homens para cada 1.000.

Agora, essas questões estão sendo discutidas e o paradigma de que meninos são guerreiros e meninas são princesas esperando para serem resgatadas por seus príncipes está começando a mudar. E, assim como há mulheres na África e em alguns países latino-americanos que lutam pelos direitos à terra, à moradia, ao acesso e à proteção dos recursos naturais, há outras que também se organizaram para garantir que as meninas sejam capacitadas para que também sejam líderes, ou para que, em vez de estudar balé, estudem robótica, se quiserem, despertando o interesse delas pela tecnologia.

Uma dessas organizações é Mujeres Tech, que tem como objetivo promover uma educação de igualdade para meninas, na qual elas são estimuladas a serem líderes, proativas, criativas e lhes diga que a tecnologia não é coisa de meninos, mas que é um caminho maravilhoso, que pode ser uma oportunidade divertida e emocionante para criar coisas e trabalhar em equipe.

Outra organização é a 50InTech, cuja meta é que, até 2050, a metade das pessoas que trabalham na indústria de tecnologia sejam mulheres. Isso para mencionar apenas duas organizações; há muitas outras que trabalham em cada país.

Acho que vamos conseguir. O primeiro algoritmo processado por uma máquina, ou seja, o primeiro programa de computador, foi criado por uma mulher: a matemática e escritora britânica Ada Lovelace. Mas não só ela. Uma mulher, Hedy Lamar, foi a “co-inventora” do Wi-Fi. Grace Cooper foi a precursora do idioma Cobol, que é usado hoje no setor bancário. Angela Ruiz foi a precursora do e-book.

Estes são apenas exemplos de mulheres que, apesar de terem tudo contra elas, conseguiram deixar a sua marca. Imagine o que conquistaremos quando todas as meninas e adolescentes que estão sendo empoderadas hoje por suas famílias ou por organizações maiores ou menores, mais regionais ou locais, saírem pelo mundo para trabalhar em um lugar cada vez mais igualitário e justo para todos.

Referências:

Mujeres Tech: https://mujerestech.com/

50InTech: https://www.50intech.com/

Edge Certification: http://edge-cert.org/

Bloomberg Gender-Equality Index: https://www.bloomberg.com/gei/

Artigo: https://www.escr-net.org/es/noticias/2018/poder-mujeres-lideres-en-luchas-por-tierra-vivienda-y-recursos-naturales

Siga a SAP nas redes sociais e tenha acesso a mais conteúdos sobre a participação da mulher no ambiente profissional: Facebook Twitter LinkedIn Instagram / WhatsApp / YouTube

© 2019 SAP SE. All rights reserved. SAP and other SAP products and services mentioned herein as well as their respective logos are trademarks or registered trademarks of SAP SE in Germany and other countries. Please see http://www.sap.com/corporate-en/legal/copyright/index.epx#trademark for additional trademark information and notices.