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Como as fintechs da América Latina atuam contra a desigualdade de renda e gênero

Shot of a young woman using a laptop and going through paperwork while working from home

Por: SAP Brasil

A desigualdade social e de gênero na América Latina e Caribe é um problema complexo que, durante a pandemia, ficou ainda mais exposto. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), no setor de saúde as mulheres representam 73,2% total de pessoas ocupadas e, apesar de ser a maioria, ganham menos 23,7% que os homens.

Quando falamos sobre acesso a serviços financeiros e bancarização, encontramos dados que mostram que quase 70% dos moradores da região não possuem conta em banco, de acordo com pesquisa da CB Insights. Um dos motivos é que instituições tradicionais pedem comprovação de renda formal, gerando impeditivos para que a população que realiza trabalhos informais ou que possui ganhos abaixo do determinado acesse serviços financeiros.

Fintechs se tornam opção acessível

O financiamento de fintechs na América Latina cresceu de U$ 50 milhões de dólares para U$ 2,1 bilhões em 2019, atingindo o máximo de todos os tempos. A criação das fintechs possibilitou a democratização dos serviços financeiros ao oferecer soluções mais simples, centradas na necessidade do cliente, além de ampliar soluções que nas contas em bancos tradicionais são limitadas de acordo com pacotes de serviços.

Para pequenos negócios ou trabalhadores autônomos, a possibilidade de emitir boletos de maneira simplificada ou realizar outras transações através de meios digitais ajuda a ampliar seu poder de gestão das próprias finanças.

Mulheres na liderança

O impacto negativo da pandemia no mercado de trabalho foi pior para as mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o percentual de mulheres trabalhando no terceiro trimestre de 2020 ficou em 45,8%, o mais baixo desde 1990.

Em um cenário tão caótico, as fintechs reinventam não só a maneira como as pessoas lidam com a vida financeira, mas também contribui com melhorias estruturais ao abrir espaço para que mulheres tomem a dianteira na criação das empresas. Na América Latina, 35% das fintechs possui uma co-fundadora, o número é cinco vezes maior que a média global de 7%.

As fintechs ajudam a desenhar um futuro diferente, pois permitem que mais pessoas tenham alcance a soluções bancárias, além de acompanhar tendências de comportamento que vão influenciar as escolhas de clientes no futuro, contribuindo para um mundo mais aberto à diversidade.

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